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Vacina contra HPV e sua Importância na Prevenção do Câncer

  • oncomaishumana
  • 19 de mar. de 2025
  • 5 min de leitura

Vacina HPV
Vacina HPV

O papilomavírus humano (HPV) é uma das infecções sexualmente transmissíveis mais comuns no mundo, afetando milhões de pessoas. Existem mais de 100 tipos desse vírus, sendo pelo menos 14 classificados como oncogênicos, ou seja, com potencial para causar câncer. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), o HPV está diretamente ligado a 99% dos casos de câncer de colo do útero, além de ser um fator de risco para neoplasias da orofaringe, ânus, vulva, vagina e pênis.


A vacinação contra o HPV tem se mostrado uma ferramenta eficaz na redução desses cânceres, trazendo benefícios individuais e coletivos. No entanto, apesar da ampla disponibilidade da vacina em muitos países, a adesão à imunização ainda está abaixo do ideal.



O Impacto Global do HPV e a Necessidade de Prevenção


De acordo com o Instituto Nacional do Câncer (INCA), o câncer do colo do útero é o quarto tipo de câncer mais comum entre as mulheres no Brasil, sendo responsável por aproximadamente 17 mil novos casos e cerca de 6 mil mortes por ano. A doença é causada, em sua grande maioria, pela infecção persistente pelos tipos 16 e 18 do HPV, responsáveis por cerca de 70% dos casos.


Ainda segundo a OMS, em 2020, o câncer do colo do útero causou aproximadamente 342 mil mortes no mundo, sendo a maioria delas em países de baixa e média renda. Isso se deve, principalmente, ao acesso limitado a programas de rastreamento, diagnóstico precoce e vacinação.


A principal estratégia para reduzir essa carga global é a combinação de vacinação contra o HPV e exames preventivos, como o Papanicolau. Estudos mostram que, quando implementadas em larga escala, essas medidas podem reduzir em até 90% a incidência do câncer cervical.


Eficácia da Vacinação contra o HPV


A eficácia da vacina contra o HPV tem sido comprovada por diversos estudos científicos ao longo dos anos. De acordo com um estudo publicado na revista The Lancet, a vacinação em meninas entre 12 e 13 anos resultou em uma redução de 87% nas taxas de câncer do colo do útero na idade adulta. Quando administrada entre os 14 e 16 anos, essa redução foi de 62%, e entre os 16 e 18 anos, o índice foi de 34%.


Outro estudo, realizado na Escócia e publicado no British Medical Journal, analisou dados de 140 mil mulheres e observou uma redução de 89% na incidência de células pré-cancerígenas no colo do útero entre aquelas que foram vacinadas na adolescência.


Além disso, segundo um levantamento da revista JAMA Network, a vacinação contra o HPV reduziu em 62% as mortes por câncer do colo do útero entre mulheres com menos de 25 anos nos Estados Unidos, demonstrando seu impacto na mortalidade causada pela doença.


Tipos de Vacinas Disponíveis


Atualmente, existem três vacinas contra o HPV aprovadas mundialmente:


  • Bivalente (Cervarix): Protege contra os tipos 16 e 18, principais responsáveis pelo câncer cervical.

  • Quadrivalente (Gardasil): Protege contra os tipos 6, 11, 16 e 18, prevenindo tanto o câncer quanto verrugas genitais.

  • Nonavalente (Gardasil 9): Oferece proteção contra nove tipos do vírus, incluindo os principais oncogênicos.


A OMS recomenda a vacinação para meninas e meninos entre 9 e 14 anos, faixa etária em que a resposta imunológica é mais eficiente. Estudos indicam que a proteção conferida pela vacina pode durar décadas.


Situação da Vacinação contra o HPV no Brasil


No Brasil, a vacina quadrivalente foi incorporada ao Sistema Único de Saúde (SUS) em 2014, sendo oferecida gratuitamente para meninas e meninos entre 9 e 14 anos. Além disso, pessoas imunossuprimidas, como transplantados e portadores do HIV, também têm direito à imunização.


Inicialmente, o esquema vacinal era composto por três doses, mas, seguindo recomendações da OMS, passou a ser aplicado em duas doses. Em 2024, foi adotado o esquema de dose única para a população-alvo.


Apesar da disponibilidade da vacina, a cobertura vacinal no Brasil ainda está abaixo da meta estabelecida. Segundo o Ministério da Saúde, em 2023, a taxa de vacinação contra o HPV entre adolescentes ficou em torno de 60%, bem abaixo dos 90% recomendados pela OMS para garantir a imunidade coletiva.


Barreiras para a Vacinação e Desinformação


A baixa adesão à vacina contra o HPV no Brasil e em outros países pode ser atribuída a diversos fatores, incluindo a falta de informação e a disseminação de mitos sobre a segurança da imunização. De acordo com a Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm), um dos principais desafios é o receio infundado de que a vacina possa incentivar o início precoce da vida sexual, um argumento que não tem respaldo científico.


Outro fator que contribui para a hesitação vacinal é o medo de efeitos adversos. No entanto, estudos realizados pela Agência Europeia de Medicamentos (EMA) e pelos Centros de Controle e Prevenção de Doenças (CDC) dos Estados Unidos confirmam que as vacinas contra o HPV são seguras e bem toleradas, com eventos adversos geralmente leves, como dor no local da aplicação e febre passageira.


A Relação entre o HPV e Outros Tipos de Câncer


Embora o câncer do colo do útero seja o mais associado ao HPV, o vírus também está relacionado a outras neoplasias. Segundo o Instituto Nacional do Câncer (INCA), cerca de 90% dos casos de câncer anal são atribuídos ao HPV. Além disso, aproximadamente 70% dos cânceres de orofaringe, incluindo os de boca e garganta, estão ligados à infecção pelo vírus.


Nos homens, o HPV também pode causar câncer de pênis, embora essa seja uma ocorrência mais rara. Segundo a OMS, aproximadamente 50% dos casos desse tipo de câncer têm relação com o HPV.


A Importância da Conscientização e do Acesso à Vacina


A vacinação contra o HPV é uma ferramenta essencial para a saúde pública e a redução dos índices de câncer. Para que sua eficácia seja maximizada, é fundamental que pais, adolescentes e profissionais de saúde estejam bem informados sobre seus benefícios.


Campanhas de conscientização são muito importantes para aumentar a cobertura vacinal e combater a desinformação. Além disso, facilitar o acesso à vacina em escolas, postos de saúde e unidades móveis pode contribuir para ampliar sua adesão.


A vacina contra o HPV é uma das maiores conquistas da medicina moderna na prevenção do câncer. Sua eficácia está comprovada cientificamente, reduzindo significativamente a incidência de cânceres relacionados ao vírus e salvando vidas. No entanto, para que seu impacto seja ainda maior, é essencial aumentar a cobertura vacinal, desmistificar mitos e garantir o acesso à imunização para toda a população-alvo.


A Onco Mais Humana reforça a importância da prevenção e do diagnóstico precoce como pilares fundamentais no combate ao câncer. Para mais informações sobre oncologia e cuidados com a saúde, continue acompanhando nosso blog e nossas redes sociais.



 
 
 

1 comentário


Maiza Abdalla
Maiza Abdalla
19 de mar. de 2025

Vou atras da vacina urgente! Obrigada pela informação!

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